O resgate de um guerreiro

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A noite estava sem estrelas. Quente. Na floresta, o barulho do vento que sobrava entre as árvores. No meio dela, uma clareira. E uma fogueira queimava alto. Ibiajara era um pequeno índio. De 7 anos. Ainda se sentia muito próximo da sua mãe. Não estava pronto para o ritual. Mas naquela tribo, você não tinha escolha, ou fugia ou enfrentava e ele havia sido ensinado a nunca fugir. Seu nome significava "Senhor do Planalto", e seu pai, um poderoso membro do conselho, sonhava com o momento da transformação de seu filho em guerreiro.

A fogueira queimava forte naquela noite. O cheiro das ervas e a fumaça criavam um clima fantasmagórico na tribo. Todos estavam dentro de suas casas. Ali naquela clareira, apenas Ibiajara e Itagi, o xamã da tribo se preparavam.

A fumaça queimava o peito do menino, deixando-o sem ar. E o xamã jogava mais e mais em seu rosto. Ele deveria se purificar. Elevar seu espírito para as provas que viriam. Ser corajoso. O cheiro de benjoim estava em sua boca, quando o xamã pediu para ele gritar o mais alto que pudesse. O menino gritou, e sentiu como se todos os espíritos antepassados da tribo estivessem em seu peito. O xamã riu satisfeito. E marcou o menino com uma tinta vermelha de cheiro ácido e textura oleosa.

Ibiajara não se lembra como, mas já estava na floresta sozinho. Sentia-se intoxicado pela fumaça. Corria e vomitava pelos cantos. Ardia de ódio e força. Imagens desconexas passavam por sua mente. A floresta que fechava sobre ele, uma coruja gritando alto em seus ouvidos, macacos rindo. E então ele a viu. Poderosa, os olhos brilhando em profundo vermelho. O barulho do rosnado dela. Sentiu seus pêlos arrepiarem e correu. O mais rápido que suas pernas permitiam que corresse. Ela veio atrás dele. Sem esforço algum. Pulou em cima do menino. E ele gritava, chamava pelos espíritos. Buscou toda a força dentro de seu coração.

Sentiu seu rosto rasgar-se. O calor do sangue escorrendo. Tomado de ódio enforcou a pantera. Como prova do animal morto ao seu lado, cortou-lhe a pata. Levaria para a tribo. Andava e o calor em seu corpo aumentava. Parou do lado de um riacho para se refrescar. Porém não tinha forças para abaixar.

Caído do lado do rio, esperou a morte. Abriu lentamente os olhos e viu uma linda índia. Cabelos negros e perfumados tocavam seu corpo. Ela cuidava dele. Jogava água e espalhava ervas em seu ferimento. Balbuciou palavras que ele não entendia e de repente era como se estivesse novamente na fogueira com o xamã. As palavras dela misturavam-se as do xamã. E ele tremia em febre. Seus olhos viravam e ele se debatia. Ela o abraçava e consolava. Acordou de manhã sozinho na mata. Chovia e o cheiro da floresta enchia seus pulmões. Respirou fortemente e colocou a mão no rosto. O ferimento estava cicatrizado.

Ibiajara ficou 10 anos na mata. Caçando, crescendo. Tinha sempre consigo a pata da pantera. Para lembrar daquele dia e principalmente para se lembrar dela. Um dia ao acordar, foi tomado de uma imensa saudade de sua tribo. E resolveu voltar. Lembrava o caminho e andou devagar na floresta. Se despedindo dos animais e das árvores que foram sua família naquele período. Quando entrou, viu a fogueira acesa. O xamã não estava mais lá. Em seu lugar estava uma mulher. Ela o olhava com grandes olhos castanhos. Levantou-se e ele a reconheceu. O mesmo cabelo comprido. O mesmo cheiro. Ela o abraçou e tocou suavemente seu rosto. Beijaram-se. Ibiajara e Jaciaba tornaram-se chefes da tribo. E dessa união Moema nasceu. Uma menina guerreira e poderosa. Como seu pai e sua mãe.


Anjo

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Daniel era um jovem executivo de uma multinacional que viajava a negócios pelo menos 2 vezes por semana. Naquela semana ele teria uma reunião em Porto Alegre e voltaria para São Paulo no dia seguinte. Como de costume, saiu de casa antes do sol amanhecer e embarcou no primeiro vôo em direção a capital gaúcha. De noite resolveu percorrer o trajeto da empresa para o hotel a pé. A noite estava quente e sem nuvens e o céu iluminado. Sentou-se em um bar próximo e pediu uma cerveja. Do fundo do bar uma menina lhe chamava a atenção. E não era só pela beleza. Ela tinha um olhar profundo que parecia adivinhar cada um de seus pensamentos. Após alguns chopps, resolveu arriscar conversar com ela. De perto ela era ainda mais linda. Os olhos tinham um castanho claro, quase amarelo e seus cabelos eram castanhos avermelhados com grossos cachos caindo em seu colo. A boca cor de rosa nada falava, apenas iluminava seu sorriso quando ele a olhava. Ficaram assim, olhando-se por alguns minutos. Dentro dele uma sensação estranha, de proteção e desejo por aquela menina, que ele nem ao menos sabia o nome. De repente ela mudou a expressão de alegria para medo, olhando para fora do bar. Ele levantou-se pelo susto dela, perguntando o que havia acontecido, mas ela apenas disse em uma voz suave e cantada: "Preciso ir embora". Daniel segurou seu pulso, sentindo a pele macia da menina e olhou profundamente naqueles olhos pedindo pelo menos seu nome. E ela respondeu com o sorriso no olhar: "Me chamo Lauren". Ele então a deixou ir, olhando de longe os cabelos de Lauren brilharem sob a luz da rua. Alguns segundos depois, ouviu um barulho forte de explosão, vindo da direção que Lauren havia ido. Ele olhou para os lados, mas ninguém reparou no barulho, que para ele foi tão nítido quando uma bomba explodindo a poucos metros. Confuso, ele caminhou até uma rua sem saída de onde aparentemente havia algo acontecendo. Ao chegar viu Lauren caída no chão, seminua e ferida. Desesperado, Daniel correu até ela, colocando-a nos bracos e a cobrindo com seu casaco. Ela olhou para ele e sorriu: "Sabia que você voltaria. Obrigada". Daniel então a abraçou e subiram para o hotel sob o olhar de censura do recepcionista. Ele estava preocupado com aquela garota mas ao invés de perguntar o que havia acontecido a ela, foi tomado por uma incontrolável vontade de beijá-la. Ao sentir os lábios da menina nos seus, o hálito quente e adocicado da lingua dela, ele foi sentiuum imenso desejo e a beijou com força. Lauren não mostrou resistência e o abraçou com igual intensidade, pressionando o peito dele contra o dela. Em segundos estavam deitados na cama, com ele tirando os restos do vestido que ela usava. A pele branca, com textura quase translúcida e aroma frutado o enlouquecia. Ele beijou delicadamente os seios dela, enquanto olhava a boca pequena e delicada de Lauren abrir de prazer. Ela tocou-lhe o peito, descendo e o segurou com força, colocando-o dentro dela devagar. Sentados e em movimento, ele sentia o calor daquela menina que ele havia acabado de conhecer. Ao final, Lauren e Daniel estavam deitados na cama, ofegantes e cairam no sono imediatamente. Ao acordar, Daniel observava Lauren. Seu corpo havia tomado novas proporções, seu quadril e seios estavam maiores. Os cabelos estavam mais claros, quase loiros, como se ela tivesse perdido a aparência de uma adolescente para uma mulher madura. Ela estava ainda mais linda. Quando Lauren acordou, a voz delicada havia se tornado mais forte e aguda. Ela o abraçou, com a mesma intensidade do dia anterior, mas muito mais vontade que antes. E em alguns minutos estava entrelaçados novamente. Aquela terça-feira foi toda assim. Daniel se esqueceu das reuniões, do vôo para SP e do telefone que insistia em tocar sem parar. Ele só queria e pensava em Lauren. No final da noite, olhou Lauren debruçada na varanda, ainda nua e avermelhada e finalmente perguntou de onde ela viera e porque mudara sua aparência de um dia para o outro. Ela respondeu com calma e com o olhar fixo no céu: "Eu sou um principado, Daniel. Da terceira tríade do céu. E caí ontem, depois de observar e me apaixonar por você. Agora eu vou envelhecer mais rápido, morrer pelo meu pecado. Mas não estou triste, pelo contrário, nunca estive tão feliz". E sorriu. Daniel não sabia o que responder, não conseguia acreditar na história de Lauren, mas ao mesmo tempo era visível que o corpo dela se modificava ao longo das horas. Ele então pediu que ela lhe mostrasse algo para que ele pudesse acreditar nela e assim ajudá-la. Lauren, então, levantou-se, jogou a cabeça para trás e seu pés levantaram do chão suavemente, ela abriu os braços e dos lábios, pronunciou uma frase aguda e uma luz intensa e amarelada tomou conta do quarto. Com o susto, Daniel se jogou no chão e quando conseguiu abri-los, Lauren estava voando sob o quarto, com asas feitas de luz e uma expressão de muito dor. Sem saber o que dizer, Daniel apenas gritou para ela parar e Lauren caiu na cama, agora com aparência de uma mulher de quase 30 anos e chorando. Ele perguntou o que havia acontecido e ela disse: "Desculpe, se não te mostrasse você não acreditaria em mim. Quando tomei a forma de anjo fui castigada pelos meus, e meu tempo diminuiu ainda mais, porém agora, vê que não menti para ti". Daniel prometeu que cuidaria dela e viveria com ela o quanto de tempo que ela tivesse. Imediatamente ligou para SP, avisando que tinha um imprevisto e que ficaria alguns dias em Porto Alegre. E Daniel levou Lauren para conhecer todos os lugares que ele gostava. Divertiram-se, amaram-se intensamente e a cada manhã, ele acordava com uma versão mais velha de Lauren. Até o dia que acordou com uma senhora bem velhinha. Os cabelos avermelhados eram agora ralos e brancos. A pele macia estava enrugada, porém ela ainda tinha o aroma frutado e o brilho nos olhos amarelos. Olharam-se por minutos, ele segurando a mão de Lauren e sorrindo para aquela mulher que agora mais parecia sua vó e de repente aconteceu. Uma luz branca e intensa tomou conta do quarto. E ele viu um anjo, em todo o seu esplendor. Era alto, com 1 longo manto branco e suas asas ocupavam todo o quarto de hotel. Sua voz era tão forte quanto uma trombeta e ele sorria para Daniel, dizendo: "Obrigado por cuidar dela, Daniel. Não é a toa que lhe deram este nome". O anjo então encostou no corpo de Lauren e ela virou luz e desapareceu junto com ele. Daniel não saiu do quarto aquele dia. Apenas chorou. Quando acordou a noite e olhou para o alto, o teto estava cheio de fina película de luz, quase uma nuvem de fumaça dourada, que ao ser tocada por ele, desapareceu levando a alma de Lauren e o perfume de seu corpo junto com ela.

O mergulho

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
O brilho de mais um dia
Em vermelho suave refletia em sua pele
Os pés nus abraçados pela areia
Procuravam uma direção
Na espuma das ondas
A súplica para a suas dúvidas
E no beijo do mar, a resposta de sua oração
Que na água, tudo embora fosse
E que daquele banho
Só a intensidade ficasse
Enquanto voltava das profundezas para a claridade


Chamas Azuis

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Ileana não tinha muitas lembranças de sua infância. Com quase 16 anos ela era uma jovem acostumada a mudar constantemente de lugar. Em sua memória poucas imagens de onde passara. Portas de ferro, pessoas sem rosto que a medicavam, roupas de cama limpas e um cheiro cítrico, quase adocicado que desde sempre estava em seu travesseiro e a acalmava.
Estava nesse novo hospital há poucas semanas já que o último foi destruído durante um "incidente". Seu quarto ficava no porão do lugar, uma espécie de área de segurança e isolado por paredes resistentes ao calor. Mas ela não se importava, já estava habituada a ficar sozinha e preferia a solidão ao constante olhar de medo que todos lhe davam.  A maioria das pessoas que cuidavam dela tinham medo. Não sabia o que ela era, nem o que podia fazer. Mas Ileana não tinha respostas e naquela manhã quando acordou sentia algo dentro dela dizendo que aquele dia seria diferente, que algo mudaria. E realmente mudou.
O porão onde ficava tinha uma pequena sala de estar, com um sofá azul marinho, uma poltrona bege e uma TV encostada em um móvel de madeira escuro e antigo. Ileana estava olhando para o aparelho como se assistisse, porém longe e pensativa, quando viu um dos enfermeiros chegar acompanhado de uma criança. Ele era pequeno, de uns 3 anos no máximo e tinha os cabelos avermelhados e olhinhos amendoados. Quando ele chegou, a primeira impressão que ela teve é que seria só mais uma das crianças que eventualmente apareciam ali e que de tão analisadas e medicadas viravam vegetais. Mas ele não. Ele era mais que diferente. Ele era como ela.
Ao questionar os médicos sobre quem era a criança, eles lhe disseram que Téo havia sido achado em um hospital após um grave incêndio. Uma testemunha havia visto chamas estranhas próximas ao local e por isso ele estava ali. Ele seria analisado, como Ileana foi e se tivesse o mesmo "problema", receberia tratamento.
Assim, o quarto onde ficava sozinha recebeu uma pequena cama para Téo e lá ambos dormiram. Ileana sempre sonhava com vultos brancos, que corriam desesperadamente de um lado para o outro, e de repente sentiu aquele calor característico de quando acontecia. Quando abriu os olhos estava envolta em chamas azuis. E o pequeno Téo estava ao seu lado. Ao contrário de todas as pessoas que haviam visto ela assim, o menino não tinha nenhuma reação de medo. Ele, com sua pequena mão de criança entrou no fogo com ela e a abraçou, aninhando-se em seu colo.
E a chegada do pequeno mudou o dia-a-dia de Ileana. O hospital não era mais ruim. O desprezo e medo das pessoas a sua volta não mais a incomodavam. Agora ela tinha o pequeno para cuidar. Sentia-se responsável por ele, mesmo sabendo que as vezes ele que cuidava dela.  E ele não falava, apenas sorria intensamente para ela, através do olhos negros.
Durante uma noite, Ileana acordou e viu Téo envolvido nas chamas azuladas e ao invés dele estar assustado como ela se sentia todas as vezes que isso acontecia, ele sorria, e de suas mãozinhas as chamas transformavam-se em pequenas bolas que ele jogava para os lados.
Confusa, Ileana comecou a questionar os médicos sobre qual era realmente o seu "problema". Porque queimava. E se ela tinha uma "doença", porque uma criança aparentemente normal também tinha? Porém ninguém respondia. Diziam apenas que ia melhorar com o tempo. Cansada de ficar sem respostas, ela foi até o quarto e lá achou uma bolsa aberta do lado da cama de Téo. Lembrou-se que da bolsa no dia que Téo chegou. Dentro dela havia a roupa do menino e um maço de alecrim.
Ilena nunca entendeu como que essa pequena erva ia todos os dias para seu travesseiro, mas o aroma a acalmava e fazia bem. Mesmo sabendo que Téo quase não falava, Ileana perguntou se ele sabia quem havia mexido na bolsa, e o pequeno respondeu apenas "irmão" e apontou para a porta.
Naquela mesma noite, sem conseguir dormir, Ileana agarrou o menino e resolveu que sairia dali e tentaria descobrir a verdade. Porém alguém a impediu. Era um dos enfermeiros do hospital. Nunca havia reparado nele, mas ele a olhava intensamente bloqueando a saída. Quando ela segurou Téo e correu para a saída sentiu mais uma vez o cheiro de alecrim e ao virar viu o enfermeiro olhando-a intensamente com olhos negros que ela conhecia. E então ele queimou. Em altas e fortes chamas azuladas. E Téo correu de braços abertos até ele chamando-o de irmão.

Sonhos - Plêiades

sábado, 25 de junho de 2011
Por algum motivo tenho noites profundamentes criativas. Essa semana tive um sonho maluco e acho que ele daria um excelente conto. Porém ando sem tempo ( e saco...) para parar e escrever algo grande e estruturado. Mas independente disso, não quero perder a idéia, então "bora" colocar isso em algum lugar antes que as idéias se percam no liquidificador que é o meu cérebro.

Vamulá?

Plêiades

Milena, Carla e sua mãe estavam em casa em um final de tarde de domingo. O tempo estava fechado e pesado, o que indicava que uma grande tempestade estava chegando. Carla levantou as sobrancelhas resmungando quando sua mãe pediu para ela desligar a televisão devido aos trovões intensos que quase estouravam seus tímpanos. Enquanto levantava para tirar a TV da tomada, tomou um susto (e um choque), quando um raio caiu bem ao lado da casa. Agora sim, estavam com medo. Colocaram os cachorros para dentro, desligaram tudo e ficaram na sala, olhando pela janela de vidro antiga as grossas gotas de chuva que caíam sem parar.

Carla que além de mimada era teimosa, insistia em abrir a janela para "ver" de perto a chuva. Mas voltou atrás quando começou a ouvir o barulho do vento e as janelas serem atingidas por pesadas pedras de granizo.
A chuva continuou intensamente por mais 30 minutos e a rua da casa já estava um rio com correnteza. Foi quando ouviu um grito de sua mãe ao ver que água começou a invadir a casa. Tentaram de todas as formas controlar a água, mas em poucos minutos essa já atingia os joelhos. Resolveram sair de casa, colocaram dentro de uma bolsa, algumas roupas, comidas e outras coisas importantes e entraram na caminhonete da família. Saíram pela rua alagada, enquanto outras família faziam o mesmo e algumas olhavam assustadas pela janela dos prédios, enquanto a água tomava conta de tudo.

Subiram para a área mais alta da cidade e lá ficaram por alguns minutos. Milena segurava Carla que chorava assustada enquanto os cachorros latiam. De repente olharam para cima e viram o céu ainda mais negro. Mas não era uma nuvem. E sem explicação a chuva parou e uma sensação de flutuação e calma tomou conta de todas.

Quando perceberam, estavam em um tipo de ginásio, com outras várias famílias, alguns em seus carros, olhando confusos uns para os outros. Afinal, onde estavam? E a chuva, porque tinha acabado?

Depois de algumas horas parados e após tentarem achar uma explicação para a sua localização, uma pequena portinha se abriu do lado direito do local e de lá, um ser de mais ou menos três metros de altura, comprido, magro e de feições calmas e delicadas apareceu. Não conseguiam identificar se era homem ou mulher, mas seu corpo era de um rosáceo translúcido, sem cabelos, com olhos pequenos e  pupilas violetas. Assim que entrou no "ginásio", todos os animais que lá estava sentaram-se em respeito. E então uma voz baixa e calma falou:
- Fiquem tranquilos! Nós estamos aqui para protegê-los. O planeta de vocês sofreu um grande desastre natural. Está tudo bem. Vamos os levar para o nosso planeta, na Constelação de Touro, uma das sete irmãs das Plêiades.
De uma forma estranha, todos imediatamente pararam de falar, ouvindo a voz daquele ser e acreditando em cada palavra que ele dizia. Uma calma tomou conta de todos.

Alguns minutos depois, o "estádio" se abriu e todos viram uma grande área verde. Era maior do que qualquer parque que qualquer uma daquelas pessoas já tinha visto. Veículos ovalados passavam de cima a baixo, levando os seres compridos. Ao leste, pequenas construções espalhavam-se, em pequenos retângulos.

Com o tempo, os pleiadeanos explicaram que o planeta Terra tinha passado por enchentes, tornados e terremotos e que eles buscaram salvar a maior quantidade possível de humanos, buscando principalmente, famílias baseadas em amor e cuidados com os animais.
Naquela parte de seu planeta, que tinha o tamanho de Jupiter, eles separaram uma grande área para essas quase 500 mil famílias se instalarem e então buscar uma nova vida, até a Terra voltar ao normal. Disseram que em 10 anos ela estaria recuperada e que quem quisesse podia voltar.

Milena e Carla correram para um dos "retângulos". A área era "quase" um lar. Consistia em uma área de aproximadamente 5 metros de largura por 2 de comprimento. Lá dentro camas, um tubo que posteriormente perceberiam ser um banheiro e uma pequena mesa. Em cima dessa mesa, um aparelho ovalado, que depois, todos descobriram tratar-se de um sintetizador de alimentos.

Os anos se passaram, o relacionamento dos humanos e dos pleiadeanos era pacífico. Eles ajudavam as famílias, as crianças que nasciam, cuidavam das doenças e ensinavam novas tecnologias.
Os dias eram longos, de 36 horas, e as noites eram bonitas com várias luas. Aparentemente estava tudo bem, mas alguns humanos ainda queriam voltar. Carla era uma delas. Uma manhã, Carla, que agora tinha 18 anos, acordou e ultrapassou os limites permitidos pelos pleiadeanos. Nesse dia, ela descobriu o que os pleiadenos realmente eram, e porque NINGUÉM voltaria para a Terra.

Algumas idéias - FELINUS

terça-feira, 31 de maio de 2011
Tô naquela fase de ficar com um milhão de idéias na cabeça. Aí pra não pirar começo a pensar em coisas nonsense e saiu esse prefácio aqui! Vou por no blog pra não esquecer dele. E assim que puder continuo.
Aceito pitacos :D

Felinus
Há exatamente 6 mil anos, uma raça de humanóides felídeos chamados de Felis Magnis chegou ao planeta Terra em uma pequena população fugindo de um regime político opressor e violento. O antigo regime real foi duramente derrubado pelo general Gattunus e a família real expulsa do sistema solar da estrela Alioth, na constelação de Ursa Maior. A princesa Pristella e seu pai Paleatus identificaram no pequeno terceiro planeta do sistema solar uma oportunidade de recomeçar. Até porque ali haviam vários tipo de felídeos e alimentação rica que poderia ajuda-los a sobreviver e construir uma nova civilização. O que eles não sabiam é que já havia uma raça em ascensão no planeta. Os descendentes de macacos.

Não... eu não fui abduzida!

domingo, 29 de maio de 2011
Gentem, o blog tá desatualizado mas não está abandonado, tá?

È que tô mudando de emprego, estudando pra certificação, mais mil mudanças á vista e no head para escrever.

Mas eu volto! Juro!

Cháu!