Estrada

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
A estrada me chama,
Mas meu destino não me interessa
O coração apertado
A mente aberta

Quero a solidão
Quero fugir?
Ou não...

Cansei de incertezas
Da falta de ar
De nunca saber
Quando vai acabar

Me sentar a mesa
Servir-me da certeza
Do meu lar e do que é meu.


Doce

terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Despiu-se dos medos
Jogando-se em uma nova vida
Trocou o som conhecido
Por uma nova batida

Experimentou do doce
Sabor da partida
E no mel da boca
Sentiu-se lambida

Enquanto espera
Dorme ansiosa pela partida
Será que na volta será preferida?
Ou pagará com sua lingua
Pelas mudanças sentidas.


Mudanças

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Conforme o Sr. Aurélio, mudança é:

"s.f. Ato ou efeito de mudar. / Alteração, modificação."

ou a parte que eu mais gostei: "... As mudanças físicas às vezes requerem energia, a exemplo de quando a água é transformada em vapor por meio de aquecimento."

Isso quer dizer que mudar nunca é fácil. Precisa de um certo aquecimento, um gasto de energia pensando no que fazer e como fazer... Na maior parte das vezes sempre abdicamos de alguma coisa para ter algo melhor.

Então posso dizer que no exato momento estou mudando de água parada para vapor em ascensão. Quero alcançar os céus, vivenciar novas experiências e buscar sempre ser feliz. No meu caso cada mudança significa um novo corte de cabelo. Se o cabelo mudou, alguma coisa em mim também está diferente.

Procuro não me arrepender das escolhas e encarar com esperança cada mudança que aparece na minha frente. A única parte ruim da mudança para mim é a mudança de residência... porque ninguém merece encaixotar as coisas.

Mas é encaixotando a vida que a gente melhora.

E dá-lhe caixas...



Chá and the City

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Siiiim.... finalmente aconteceu....

Aqui estou eu na cidade da garoa, alagamentos, congestionamentos, festas boas e gente interessante.

E sim, é legal.... e sim, é estressante... mas estou feliz... e feliz por mim, porque só eu sei o quanto batalhei para chegar aqui... Quantas horas extras, desaforos, pindaibas e tudo o mais que enfrentei para chegar nessa cidade barulhenta, poluida e linda!

O ano de 2010 promete ser cheio de muito trabalho, stress, festas, perrengues e novos amigos.

Espero que Deus continue me abençoando e que eu me dê muito bem na cidade das oportunidades...

Beijos e bom ano pra gente!

“A Formatura Infernal dos Cullen”.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Eu juro que até tinha esquecido que uma vez escrevi isso...

Na verdade rolou no ano passado um concurso pelo site Foforks para participar do evento de lançamento do livro de contos "Formaturas Infernais".

Aí participei de boba e fui uma das escolhidas. Acabei nem indo na festa, mas confesso que ver meu continho e meu nome lá foi legal.

Segue para apreciação e comentários.

“A Formatura Infernal dos Cullen”.

Era década de 60. E mais uma vez eu e meus irmãos cursávamos o ensino médio. Mas eu compreendia que desde que resolvi voltar e ficar do lado da minha família deveria me submeter a esse tipo de vida. Os dias passavam voando, eu seguia absorto na escola, olhando para os lados a procura de algum pensamento que me chamasse a atenção. Foi quando um pensamento atrás de mim me interessou. Era uma garota, que estava receosa, pois seu amor secreto tinha sido descoberto por seus pais. Ela pretendia falar com ele no baile de hoje à noite e sugerir que fugissem após a festa. Eu nunca tive interesse em bailes, mas estava curioso. Resolvi ir sozinho no baile, apenas para observar o que aconteceria. Encontrei a menina sentada no fundo do salão, seus pensamentos divagando no por que sua família condenava o namoro. Eles eram muito religiosos e a família do rapaz tinha fama de bruxos. Enquanto tentava entender mais daquele drama tão humanamente comum, me detive com vozes ferozes e altas. Virei automaticamente a cabeça, tentando identificar de onde elas vinham. Vi o rapaz que estava atrás de mim, e tinha algo de errado nele, seus olhos estavam tomados de fúria e milhares de vozes ofuscavam seus pensamentos em sua cabeça. Imediatamente eu entendi. O garoto estava possuído e uma legião de seres dominava seu corpo. O que os demônios queriam fazer ultrapassava qualquer pensamento grotesco que já ouvira em meus quase 60 anos como vampiro. Imediatamente corri em direção à garota, levantando-a suavemente em meus braços e tirando-a da direção do menino. O rapaz olhava para nós, seus membros retorcendo e um sorriso nos lábios. Ela o chamou tentando fazer com que ele entendesse o que estava fazendo ali, sendo protegida por mim, mas as palavras que saiam da boca do garoto eram milhares de vozes falando juntas. “Vocês irão morrer, e nós queimaremos seus corpos…”. Corri em direção ao rapaz, tentando proteger a menina. O impacto não foi humano, a força tão intensa que atravessamos a fonte que ficava no centro do jardim. Segurei firmemente o pescoço do menino, sentindo seu pulso em minhas mãos. O desejo do sangue me dominou, mas ao ouvir os pensamentos dos demônios em minha cabeça me senti tão monstruoso como eles. Olhei profundamente nos olhos turvos do rapaz e ordenei para aqueles que lá estavam que saíssem e me enfrentassem. O corpo do menino lutava, suas pernas girando no ar como um peixe fora d’água. Em questão de segundos ouvi as vozes iradas saírem da cabeça do rapaz. Finalmente o corpo parou e eu vi os olhos do menino voltar ao azul vivo. Eu já tinha feito demais, deveria sair de lá imediatamente. Ignorando o cheiro de sangue vivo que queimava minha garganta sussurrei para o garoto “Pegue a menina e saia já daqui”. Enquanto isso vi os milhares de vultos negros se aproximando de mim.